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Efeitos da velocidade do obturador

Além de controlar quanto tempo o sensor fica exposto, a Velocidade do Obturador ainda é responsável por dar efeito de movimento ou congelado.

Congelar o movimento

Quanto menos tempo o obturador ficar aberto, menor será o movimento do motivo no quadro. Ou seja, caso você vá fotografar um carro em alta velocidade, deve usar velocidades mais rápidas do obturador.

Movimento e ação

Quanto menor for a velocidade do obturador, maior será a chance de capturar o movimento do motivo no quadro. Esse efeito transmite a ação do motivo, a imagem borrada sugere movimento. Abaixo da velocidade mínima de cada objetiva é garantia deste efeito.

4 Fatores importantes

  1. A velocidade real do motivo não indica a rapidez que será gerada na imagem capturada.
  2. Se o motivo estiver vindo em direção à câmera ou se afastando dela, a imagem vai mudar mais devagar do que se estivesse se movimentando ao longo do quadro, sendo necessária uma velocidade mais lenta do obturador para congelá-la.
  3. O movimento diagonal ao longo do quadro exige uma velocidade intermediária de obturador, entre rápida e lenta.
  4. Considere também o tamanho da imagem: o movimento de um avião perdendo-se no céu, visto menor que um pássaro, não parecerá tão nítido quanto o balaço de um papoula pela brisa suave bem em frente à objetiva.

Velocidades do obturador

A velocidade do obturador determina quanto tempo o sensor digital fica exposto à luz. Quanto mais luz o sensor receber, mais claro vai ficar. Ou seja, ambientes escuros, dias nublados e noites vão exigir velocidades baixas do obturados. Enquanto dias ensolarados e ambientes iluminados vão permitir velocidades rápidas do obturador. Certifique-se de manter a câmera firme quando usar baixas velocidades, o menor movimento pode comprometer a nitidez da imagem, produzindo imagens borradas.

Velocidades mínimas do obturador

Como regra geral, utilize uma velocidade de obturador mais rápida ou igual a um ponto acima da distância focal de objetiva que estiver usando em sua monoreflex. Isso vai garantir que sua imagem não fique tremida ou borrada.

Distância focal da objetiva utilizada

Velocidade do obturador com a câmera na mão

20 mm

1/30 seg.

28 mm

1/30 seg.

35 mm

1/30 seg.

50 mm

1/60 seg.

80 mm

1/90 seg.

135 mm

1/125 seg.

200 mm

1/225 seg.

400 mm

1/500 seg.


Melhorando a estabilidade

Algumas objetivas oferecem sistemas ópticos embutidos que servem para compensar o movimento da câmera, o famoso Estabilizer. Ele utiliza um sistema de estabilização de imagem com detectores que medem a quantidade de movimentos, essas informações controlam o elemento flutuante da objetiva, que poder ser movidos continuamente de modo que a imagem no sensor permaneça imóvel. A minha objetiva 50mm ES da Cânon, por exemplo, permite tirar fotos coma até dois pontos abaixo do recomendável.

Entretanto, a única forma de garantir imagens sem tremor usando baixas velocidades é com o uso do tripé. Apesar de monopés e grampos também serem úteis, os tripés são de longe os dispositivos mais utilizados. Mas escolha tripés mais pesados, para garantir a estabilidade, com pés ajustáveis e variedades de alturas.

Como aumentar ou diminuir a profundidade de campo?

3 passos para Maximar a profundidade de campo

Obter imagens nítidas é fundamental em qualquer área da fotografia, por isso você precisa estender a profundidade de campo profundidade. Esse recurso é bastante usado para tornar as fotos quase vivas ou sem nenhum ponto embassado.

Três Formas Básicas:

1. Escolha uma abertura pequena (valores f altos)

2. Ajuste sua objetiva para ficar o mais aberto possível (opte por grande-angulares)

3. Posicione-se longe do motivo (de forma que a distância focal possa ser aumentada)

Você ainda pode usar o preview da sua monoreflex (cheque o manual, todas têm esse recurso) para auxiliar a focalização.

3 passos para Minimizar a profundidade de campo

Legal, você já sabe como deixar toda a imagem nítida – isso é muito importante. Mas há ocasiões que você vai querer chamar a atenção para determinados elementos na imagem ou disfarçar elementos indesejáveis, para isso você precisa dominar saber restringir a profundidade de campo.

Três Formas Básicas:

1. Use uma abertura maior (valores f baixos). Quanto maior a abertura do diafragma, menor a profundidade de campo.

2. Use um ajuste de objetiva mais longo à medida que faz um zoom-in, de forma que não apenas corte parte do primeiro plano e do plano de fundo, mas de também que o resto dos planos apareçam mais fora de foco.

3. Aproxime-se do motivo.

Você pode restringir a profundidade de campo para que o fundo fique borrado, mas ainda reconhecível, ou até uma tela de fundo abstrata e anônima. Para conseguir este último é necessário combinar as três regras.


Profundidade de Campo

A profundidade de campo serve para disfarçar ou suavizar os motivos no quadro, ou fazer uma fotografia ficar totalmente nítida. Também é responsável é a razão pela qual é mais fácil obter uma foto em foco com alguns motivos do que em outros. Alguns fotógrafos tentam aumentar a profundidade de campo ao máximo – como os integrantes do histórico Fotoclube f64. Enquanto alguns fotojornalistas preferem manter baixíssimas profundidades de campo, para destacar determinados motivos.

O que é profundidade de campo?

Você já leu o post focalização e sabe que uma objetiva só é capaz de focalizar uma distância focal de cada vez. Para ficar completamente nítida, a imagem precisa registrar pontos de luz que se refletem do motivo como pontos de luz no sensor digital ( ou filme fotográfico). Longe do plano de foco, os pontos de luz são registrados como “círculos de confusão”. Quanto maior forem os círculos, mais fora de foco a foto vai aparecer. Para um certo intervalo de distâncias, os círculos são minúsculos o suficiente para parecerem pontos, e a imagem aparece nítida. Esse intervalo de distâncias é conhecido como profundidade de campo. (HEDGECOE 2006)

Três maneiras de se alterar a profundidade de campo

  • Tamanho da Abertura: é o fator mais importante no controle da profundidade de campo – e o mais manipulável pelo fotógrafo. Tornar a abertura menos aumenta a profundidade de campo, enquanto abri-la mais limita a profundidade de campo
  • A distância do motivo: distâncias próximas propiciam menores profundidades de campo, enquanto motivos focalizados de longe propiciam maiores profundidades.
  • A distância focal ou o ajuste da objetiva zoom: a profundidade de campo diminui drasticamente a medida que a distancia focal aumenta.

Valores de exposição [resposta]

A dúvida da Bárbara é bastante pertinente, vou esclarer de forma bem suscinta

É o seguinte, existe uma gama de combinações de velocidade do obturador e abertura do diafragma que permitem que a mesma quantidade de luz atinja o sensor digital da sua câmera. Se 1/30 seg. a f/11 fornece luz suficiente para sua foto, o mesmo ocorrerá com a combinação 1/8 seg em f/22 ou também com a 1/15 seg com abertura de f/16.

Todos esses ajustes tem o mesmo Valor de Exposição (abreviado do inglês para EV). No exemplo acima, esse valor é EV 12. Um valor EV, quando citado em combinação com a sensibilidade do sensor (ISO), define a quantidade de luz da cena.

Os EV podem ser citados em números positivos ou negativos. Existe um cálculo chato para isso, mas alguns preferem usar uma tabela manual como esta:

Daqui a pouco termino o post sobre Profundidade de Campo

Focalização

Uma boa foto depende principalmente do foco. Mesmo que a composição e a luz estejam perfeitas, se a o motivo principal estiver borrado ou fora de foco o resto não importará. Apesar da maioria das câmeras terem auto-foco – dispositivo de focagem automática – é necessário compreender suas limitações para que você possa evitá-las ou corrigi-las com foco manual.

O que é focalização?

Uma objetiva é capaz de deixar nítido apenas um plano de cada vez. Tudo que estiver à frente ou atrás desse plano estará tecnicamente fora de foco – e cada vez mais fora de foco conforme a distância aumentar do plano de foco. Para nossa alegria, nem tudo é tão dramático. Na prática, existem vários planos em torno do plano focal onde a imagem aparece razoavelmente nítida – um conceito conhecido como profundidade de campo

Focalização manual

Algumas câmeras compactas comuns e digitais permitem uma anulação manual (manual override) nos casos em que você tenha de estimar a distância até o motivo. A vantagem de todas as monoreflex é que você pode ver quando focalizou a câmera corretamente – minha Cânon XS, por exemplo, pisca pequenos pontos vermelhos e soa bip quando o foco está bom.

O foco pode ser ajustado para forçar a atenção do observador para determinada parte do quadro, como no exemplo acima.

Como controlar a Exposição

A quantidade de luz exata para registrar uma imagem é conhecida como Exposição.O diafragma e o obturador são os componentes responsáveis pelo controle da exposição.

O processo de exposição é como enche um copo com água. Pense no copo como o sensor digital (equivalente ao filme fotográfico nas analógicas) e a água como a luz. Para encher o copo (expor o sensor), a torneira é aberta total ou parcialmente (como a abertura do diafragma) – a quantidade de água afeta o tempo que a torneira precisa ficar aberta até encher o copo (a velocidade do obturador).

Ou seja, se a abertura está ampla, a velocidade do obturador fica mais baixa, e se a abertura estiver mais estreita, é necessária uma velocidade mais alta.


Partes de uma câmera

As câmeras têm vários componentes comuns, (objetiva, diafragma, obturador e sensor digital, este corresponde ao filme fotográfico das analógicas). A abertura do diafragma e a velocidade do obturador são os dois controles fundamentais encontrados em todas as câmeras.

Para formar a imagem, a luz refletida por um objeto passa pela objetiva. Essa luz pode ser alterada pela Abertura do Diafragma, que varia de tamanho como a íris do olho humano, para aumentar ou diminuir a quantidade de luz que atinge o sensor ou filme fotográfico.

A Velocidade do Obturador controla quanto tempo o sensor ficará exposto à luz. Por fim, a luz é registrada no Plano Focal, superfície plana onde a imagem se forma no sensor digital.